sexta-feira

Ponto em questão

Era amor, e ponto! Nada além disso e no entanto, tudo isso. O tipo de ponto nunca soube dizer ao certo. Isso dependia do século, do tempo, do humor e até do próprio amor. Às vezes até parecia que era ponto final de fim de história. Outras vezes, exclamação! Por muitas vezes ficamos nas reticências, esperando o próximo instante; escutando respirações, contando satélites... 1, 2, 3, 9, 1 ...
De uma coisa tenho certeza: nunca houve perguntas, dúvidas incertezas. Não havia interrogação.
Dois pontos: era amor, eu sei. Agora é só um lugar sem fim. Lugar de chegar ou de partir? Em que ponto paramos mesmo?

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