Uma faz algo que se parece com o que chamam de "viver". E vai vivendo. Ligou o botão automático: dorme, acorda, come, age, trabalha, paga contas, faz o social e às vezes, até ri. Não sonha, porém, nem dormindo. Dormir é uma necessidade do corpo cansado. Sonhar dá trabalho e ela está muito cansada.
A outra, ao contrário, não sabe onde ligar o automático. Bem que queria, mas se dá conta que existe e que isso, existir, às vezes dói. E vai doendo. Ela chora, grita, silencia, sente a tua falta, respira e caminha até o fim do mundo contando os seus botões. Sonha. E às vezes, ela também ri. E vai existindo.
Tem algo nela que queria esquecer-se, mas que sempre a toma de assalto, lembrando-lhe a existência. Às vezes sonha acordada, noutras, fecha os olhos para sonhar melhor (e para te ver e te tocar melhor). Mas quando está prestes a alcançá-lo, arregala os olhos de sobressalto, porque seus sonhos são quase insuportáveis. E assim, os perde. E vai vivendo. Às vezes, ela ri. Rá!
Um dia elas ainda se encontram para um vinho.
A outra, ao contrário, não sabe onde ligar o automático. Bem que queria, mas se dá conta que existe e que isso, existir, às vezes dói. E vai doendo. Ela chora, grita, silencia, sente a tua falta, respira e caminha até o fim do mundo contando os seus botões. Sonha. E às vezes, ela também ri. E vai existindo.
Tem algo nela que queria esquecer-se, mas que sempre a toma de assalto, lembrando-lhe a existência. Às vezes sonha acordada, noutras, fecha os olhos para sonhar melhor (e para te ver e te tocar melhor). Mas quando está prestes a alcançá-lo, arregala os olhos de sobressalto, porque seus sonhos são quase insuportáveis. E assim, os perde. E vai vivendo. Às vezes, ela ri. Rá!
Um dia elas ainda se encontram para um vinho.
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